O prêmio foi apresentado pela comediante Tina Fey, de "30 Rock", e por Robert Downey Jr., da "Homem de Ferro".


O prêmio foi entregue pela atriz Cameron Diaz, que dublou a princesa Fiona em "Shrek", e pelo comediante Steve Carrell.
O prêmio, o primeiro da noite, foi entregue pela atriz Penélope Cruz, que venceu o Oscar de atriz coadjuvante no ano passado pelo filme "Vicky Cristina Barcelona".

A atriz Anna Kendrick, 24, que é uma das indicadas ao Oscar na categoria de melhor atriz coadjuvante por sua participação em "Amor sem Escalas", disse que quer encontrar com os astros de "Crepúsculo" depois da cerimônia.
"Estou animada para ver Kristen [Stewart, a Bela Swan da saga] e Taylor [Lautner, o Jacob Black]!", afirmou a atriz ao site E! Online, quando perguntada sobre quais eram os seus planos para depois da cerimônia do Oscar.
Kendrick faz o papel de Jessica Stanley, uma das amigas de Bella, nos filmes da saga "Crepúsculo". Stewart e Lautner devem apresentar um dos prêmios da festa, segundo anunciaram os produtores do Oscar.
O filme, que ganhou o prêmio de melhor roteiro no Globo de Ouro deste ano, concorre ao Oscar em seis categorias.
Baron Cohen, que já havia sido vetado após ter seu nome sugerido para apresentar o Oscar deste ano, teve sua apresentação cortada pelos produtores da festa e desistiu de ir à cerimônia.
"Não sei nada a respeito disso [do veto à brincadeira de Baron Cohen]. Eu não sou o produtor do Oscar", afirmou o diretor.
"O Oscar é a celebração dos filmes... até as gafes e o que sai do roteiro fazem parte da diversão", comentou.
A ideia de Sacha Baron Cohen era se disfarçar de uma fêmea do povo Na'vi e revelar estar grávido levantando um vestido de gala. Depois, acusaria James Cameron, diretor do filme 'Avatar', de ser o pai.
O filme também faturou 94 milhões de dólares a mais em outros 40 países, acabando com o reinado global de 11 semanas de "Avatar".
O total mundial foi estimado em 210,3 milhões de dólares, e a produção ainda não estreou em 40 por cento do mercado internacional.
A Disney disse que a estreia melhor que o esperado nos Estados Unidos e no Canadá bateu novos recordes para um filme lançado em março e no primeiro trimestre.
"Alice" também teve o melhor desempenho de um filme que não faz parte de uma sequência, e estabeleceu uma nova referência para os títulos em 3D e Imax.
Além disso, o filme é a melhor estreia do diretor Tim Burton, superando o início de 68,5 milhões de dólares do remake de "O Planeta dos Macacos", de 2001.
De modo conservador, especialistas da área previam um fim de semana de estreia acima dos 75 milhões de dólares para a arrojada reinvenção do clássico de Lewis Carroll.
O último filme a atingir esse nível foi "Avatar", que faturou 77 milhões de dólares na estreia em dezembro.
Johnny Depp estrela como o Chapeleiro Maluco, enquanto a atriz australiana Mia Wasikowska interpreta Alice. A namorada de Burton, Helena Bonham Carter, e Anne Hathaway são a Rainha Vermelha e a Rainha Branca, respectivamente.
As avaliações sobre o filme foram mistas, com os críticos mais entusiasmados com o esplendor visual do filme do que com a sua essência narrativa.
Maggie Gyllenhaal, “Coração louco”
“The weary kind”, “Crazy heart”

A atriz espanhola Penélope Cruz afirmou hoje que está "convencidíssima" de que não levará a estatueta de Melhor Atriz Coadjuvante na 82ª edição dos prêmios Oscar, que serão entregues amanhã em Los Angeles.Vencedora do Oscar na mesma categoria em 2009 por seu papel em "Vicky Cristina Barcelona", Cruz disse que neste ano está menos nervosa do que no anterior, quando era favorita ao prêmio."A verdade é que, assim como não esperava a indicação no ano passado, neste ano esperava menos ainda.
Estou convencidíssima de que não vou ganhar e venho com a esperança de viver a experiência outra vez e aproveitar tudo o que não pude no ano passado porque estava muito nervosa", comentou a espanhola.Visivelmente emocionada ao falar do reconhecimento que voltou a receber da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, Cruz explicou que, na edição passada da festa do Oscar, se inteirou "apenas de um quarto de tudo o que aconteceu devido ao cansaço e ao estresse".
Esta é a terceira indicação de Cruz, que também disputou a estatueta de Melhor Atriz en 2007 por seu papel em "Volver" (2006), de Pedro Almodóvar.
Neste ano, suas concorrentes ao prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante são a favorita Mo'Nique ("Preciosa - Uma História de Esperança"), Maggie Gyllenhaal ("Coração Louco"), e Vera Farmiga e Anna Kendrick, ambas por "Amor Sem Escalas".
Com “Guerra ao terror”, um filme de baixo orçamento sobre o conflito no Iraque, a cineasta conseguiu fazer frente às nove indicações recebidas pela superprodução “Avatar”, maior blockbuster do ano e atual recordista de bilheteria no mundo.
Disputa de mulheres
Pior ator: os três Jonas Brothers, pela atuação em "Jonas Brothers 3D: O Show"
Pior Refilmagem: "A Terra Perdida"
Pior ator da década: Eddie Murphy
Pior atriz da década: Paris Hilton
Sandra Bullock, uma das principais candidatas a levar o Oscar de Melhor Atriz neste domingo (7) pelo drama "Um Sonho Possível", recebeu o prêmio Framboesa de Ouro de Pior Atriz, por sua atuação na comédia romântica "Maluca Paixão".
Segundo a fundação Golden Raspberry Award, que entrega esse prêmio satírico conhecido como o 'anti-Oscar' da indústria cinematográfica, Bullock também ganhou o título de Pior Dupla em Cena do ano, junto ao companheiro Bradley Cooper no mesmo filme.
Bem humorada, a atriz compareceu à cerimônia e levou ao palco um carrinho com várias cópias do filme para distribuir para quem votou nela. Sandra também pediu para que todos assistissem ao filme novamente, “se tiverem paciência”. “Algo me diz que vocês não assistiram ao filme”, brincou a atriz.
O Framboesa para Pior Ator foi vencido pelo trio musical Jonas Brothers, pela atuação deles mesmos no filme "Jonas Brothers 3D: O Show", com apresentações da banda em vários palcos do mundo.
O filme de destaque do Framboesa foi "Transformers: A Vingança dos Derrotados", que se levou os títulos de Pior Filme, Pior Roteiro (Ehren Kruger, Roberto Orci e Alex Kurtzman) e Pior Direção (Michael Bay) de 2009.
As piores atuações coadjuvantes foram para Billy Ray Cyrus, pai de Miley Cyrus, por "Hannah Montana: O Filme", e Sienna Miller, por "G.I. Joe: A Origem de Cobra".
"A Terra Perdida", que conseguiu sete indicações, venceu como Pior Refilmagem, Prólogo ou Sequência.
O Framboesa de Ouro também premiou os piores da década. Entre os filmes, venceu "A Reconquista", protagonizada por John Travolta. Já entre os atores, as honras foram para Eddie Murphy e Paris Hilton.

O filme em 3D estreou nos EUA, no Canadá e em mais 40 países. Ele deve estrear no Brasil em 23 de abril. O recorde anterior para uma estreia em março, segundo a empresa Box Office Mojo, era do épico histórico "300": R$ 28 milhões, em 2007.
No ranking geral de bilheterias de estreia, o filme ficou em 11º lugar. Veja a lista.
A protagonista Alice é vivida pela novata australiana Mia Wasikowska, e o Gato Risonho, criado em animação, tem voz do britânico Stephen Fry na versão original. A produção também tem Johnny Depp como o Chapeleiro Louco, Anne Hathaway como a Rainha Branca, e Helena Bonham Carter como a Rainha de Copas.
Olá pessoal, começando as postagens de hoje data 06/03/10 já começaremos com prêmios e festivais!!!! Confira a matéria abaixo para destaque no filme PRECIOSA QUE FOI O GRANDE VENÇEDOR DA NOITE!!!Todo ano, alguns vencedores do Spirit costumam ganhar prêmios no Oscar, graças, em parte, ao sucesso de filmes de baixo orçamento.
Mas a competição deste ano no Oscar parece ser uma disputa entre "Avatar," filme de ficção científica, de alto custo, e o drama "Guerra ao Terror," produzido por uma companhia pequena, que não participou do Spirits porque foi premiada no ano passado

Baseado no livro da escritora Sapphire, "Preciosa" conta a história de uma adolescente negra e obesa do subúrbio, que sofre abusos sexuais e violência doméstica. Ela recupera a auto-estima e o controle de sua vida graças a ajuda de uma professora dedicada, em uma escola de educação alternativa.
Produzido pela apresentadora Oprah Winfrey, o drama tem elenco principal de atores novatos - os cantores Lenny Kravitz e Mariah Carey são os rostos mais conhecidos e fazem papéis secundários. "Preciosa" concorre no Oscar nas categorias melhor filme, atriz (Gabourey Sidibe), atriz codjuvante (Mo'Nique), diretor (Lee Daniels), roteirista estreante (Geoffrey Fletcher) e edição.
Destaque do Spirit Awards também foram Jeff Bridges, vencedor do prêmio de melhor ator, por "Coração louco". No Oscar, o ator é favorito ao lado de Colin Firth, por "Direito de amar".
Confira a lista dos principais premiados no Spirit Award:
Melhor filme: "Preciosa - uma história de esperança"
Melhor atriz: Gabourey Sidibe, por "Preciosa - uma história de esperança"
Melhor roteiro: "(500) dias com ela"
Prêmio Robert Altman: "Um homem sério"
As equipes dos latinos "O segredo dos seus olhos" e "A teta assustada" se encontraram nesta sexta-feira (5) em Hollywood com seus concorrentes ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, em um encontro com a imprensa internacional organizado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood.O diretor argentino Juan José Campanella e a cineasta peruana Claudia Llosa posaram diante de uma estátua do Oscar junto com o cineasta francês Jacques Audiard ("O profeta"), o alemão Michael Haneke ("A fita branca"), e os israelenses Scandar Copti e Yaron Shani ("Ajami").
"Essa é a reta final. Parece que já estamos há anos aqui e ainda falta tanto a fazer. Mas vamos desfrutando cada instante, cada momento, vivendo com muita energia e felizes porque estamos rodeados de toda nossa equipe", destacou Llosa.
"É a primeira vez que minha perna direita treme de nervos", disse Solier.
Campanella, que dirigiu a co-produção hispano-argentina "O segredo dos seus olhos", declarou que tenta aguentar o assédio da cerimônia com otimismo.
Os favoritos são os filmes francês e alemão, especialmente este último, dirigido por Michael Haneke.
"A equipe está a caminho do Brasil esta noite para fazer o reconhecimento e ver que tipo de carros existe por lá", postou o ator.
"Velozes e furiosos 5" (“Fast five”) terá Diesel e Paul Walker novamente na pele dos protagonistas Dom e Brian, respectivamente.O diretor Justin Lin e o produtor Neal Moritz também retornam à franquia.
A cantora Katy Perry pode interpretar um dos personagens do desenho animado Smurfs em uma nova versão dos personagens, em um longa misturando animação e atores reais, informa a BBC. Segundo o site da rede britânica, a popstar está em negociações para dar voz à personagem Smurfette no longa que deve estrear em 2011.(Crazy heart)
EUA, 2009 / DramaDireção: Scott Cooper
Elenco: Jeff Bridges, Robert Duvall, Colin Farrell.
Crítica - "Coração louco", que pode trazer o Oscar a Jeff Bridges neste domingo, conta a história de Bad Blake, um cantor country em queda livre na carreira e na vida. Ele já foi famoso e rico, mas agora sustenta-se com apresentações em bares e boliches decadentes nos quatro cantos do país.Interpretando seu papel com naturalidade e segurança, Bridges injeta carisma e algum humor num personagem francamente desagradável, que não inspira simpatia à primeira vista. O ator canta, aliás, com a própria voz, usando suas próprias imperfeições vocais para a caracterização da decadência de Blake.
(A single man)
EUA, 2009 / Drama
Direção: Tom Ford
Elenco: Colin Firth, Julianne Moore.
Crítica - Não fosse a interpretação melancólica do ator inglês Colin Firth, “Direito de amar” poderia soar como um daqueles comerciais de grifes de luxo dirigidos por cineastas. O excesso de apuro estético em figurinos vintage, a escalação numerosa de modelos no elenco de apoio e câmeras lentas ao som de música clássica por pouco não comprometem o primeiro filme do estilista Tom Ford. Não à toa, Firth disputa em pé de igualdade com Jeff Bridges o Oscar de melhor ator, graças ao papel do professor George, que opta pelo suicídio por não suportar a perda de seu companheiro, Jim, com quem teve uma união feliz por 16 anos. Mesmo com Firth absoluto em cena, sobra espaço para Julianne Moore, que interpreta com brilhantismo a doidinha Charley, eterna apaixonada pelo melhor amigo gay.
(Love happens)
Canadá, 2009 / Romance
Direção: Brandon Camp
Elenco: Aaron Eckhart, Jennifer Aniston, Martin Sheen.
Crítica - Esqueça que um dia você viu "Friends" e tire Rachel definitivamente de sua cabeça porque, em "O amor acontece", Jennifer Aniston consegue fugir do papel que a celebrizou na TV e no qual seus fãs querem eternizá-la. Ela continua capaz de fazer algumas caras adoráveis, mas agora como uma mulher madura que sabe o que quer, longe de amigos enrolados. O filme tem os ingredientes comuns aos romances, mesmo abordando um tema mais sério, que é o da manipulação imposta por gurus de autoajuda a pessoas fragilizadas. Não espere um filme pesado, porque o tema é tratado com leveza, sem perder o bom humor.
(Idem) EUA, 1999 / AnimaçãoDireção: John Lasseter
Vozes de: Tom Hanks, Tim Allen, John Cusack. Crítica - A nova versão de "Toy story" - lançado originalmente em 1995, marcando a estreia da Pixar nos longas - não traz cenas novas, apenas o 3D em alguns momentos do filme, o que deve realçar não apenas o colorido, mas a qualidade da animação da Pixar, que foi se aperfeiçoando ao longo dos anos. Como boa parte do público-alvo do filme não era nem nascida quando da estreia, "Toy story" pode ser uma experiência nova no cinema. (Reuters)
(Brothers) EUA, 2009 / Drama Direção: Jim Sheridan
Elenco: Jake Gyllenhall, Natalie Portman, Tobey Maguire. Crítica - "Entre irmãos" é um remake em inglês do filme dinamarquês "Brothers" (2004), de Susanne Bier ("Depois do casamento"), mantendo praticamente intacta a linha narrativa, com pequenas adaptações para adequar-se à realidade norte-americana. Ao mostrar atrocidades interferindo no melodrama doméstico, Sheridan levanta a discussão sobre a intervenção dos Estados Unidos em países como Afeganistão e Iraque. Mas o retrato que faz dos dois ambientes não traz nada de novo sobre a guerra ou sobre os pequenos dramas que acontecem nas cozinhas, salas e quartos, enquanto os soldados estão no campo de batalha. (Alysson Oliveira, do Cineweb)
Com um humor muitas vezes absurdo, George Clooney leva ao cinema junto a Ewan McGregor, Kevin Spacey e Jeff Bridges "The men who stare at goats", ("O homem que encara as cabras", em tradução livre), um filme irônico, crítico e repleto de personagens surrealistas. O ator Grant Heslov se cercou de nomes conhecidos para seu segundo trabalho como diretor. Nele, leva ao cinema o livro de mesmo título do britânico Jon Ronson, baseado nas teorias psicológicas aplicadas pelo Exército americano após a Guerra do Vietnã.
Assim, a amalucada comédia lança uma crítica direta à guerra e às estruturas militares, com uma trama repleta de cinismo e ironia.
Experimentos
A história se passa no Iraque após a queda de Saddam Hussein e conta as descobertas de Ronson (Ewan Mcgregor), que revelou os experimentos sobre questões paranormais realizados no Exército americano.
Em seus livros, Ronson diz que essa corrente espiritual serviu de inspiração para as modernas técnicas de tortura utilizadas nas prisões de Guantánamo e em Abu Ghraib.
Com situações raras e personagens tão irreais que acabam sendo críveis, Heslov constrói um trabalho que se sustenta pela veia cômica e arruaceira dos atores.
Frente à aparente seriedade do personagem de Mcgregor, o único não militar, os de Clooney, Spacey e Bridges superam todos os limites da normalidade e entram diretamente no território da influência do LSD.
Um exemplo é a técnica dos 'olhos brilhantes' com que Lynn Cassady (Clooney) assegura controlar qualquer situação, seguindo as doutrinas de seu guru, o ainda mais surrealista Bill Django (Bridges), expulso do Exército.
Irmãos Cohen
"The Men Who Stare at Goats" tenta seguir a linha de filmes como "E aí, Meu Irmão, Cadê Você?" (2000) e "Queime Depois de Ler" (2008), duas joias da comédia dos irmãos Cohen.
Porém, o filme, que estreia em abril no Brasil, fica mais perto de "Três reis" (1999), com o qual compartilha uma falta de força e de continuidade na narração.
Sandra Bullock se prepara para viver um fim de semana de extremos, porque ainda que tenha grandes chances de ganhar o Oscar de melhor atriz no domingo (7), também é favorita a receber o Framboesa de Ouro como a pior comediante do ano no sábado.Depois de ganhar o Globo de Ouro e o prêmio do Sindicato de Atores pela interpretação em "The Blind Side" ("Um sonho possível"), a estrela de 45 anos é tida como favorita ao Oscar de Melhor Atriz no domingo, a menos que Meryl Streep roube a cena, em uma categoria na qual também concorrem Helen Mirren, Carey Mulligan e Gabourey Sidibe.
Menos de 24 horas antes do Oscar, Bullock também é a favorita para triunfar como a pior atriz no Framboesa de Ouro, os 'Razzie', o prêmio anti-Oscar, para o qual a comediante foi indicada quatro vezes desde 1993.
Ao contrário de outras ganhadoras dos Razzies - que fogem da cerimônia que honra "o pior do pior de Hollywood", - Bullock prometeu que assistirá à cerimônia no sábado.
"É exatamente o que deveria ocorrer, porque é um grande nivelador", opinou Bullock no mês passado.
"Se você não aparece em alguma coisa como os Razzies então você é um pouco hipócrita. Você não pode aparecer apenas para as coisas boas", disse.
Para a mulher que levou mais de 20 anos de carreira para conquistar a primeira indicação ao Oscar, não custou muito acumular candidaturas aos Razzies.
Em 1993 ela foi indicada como a pior atriz coadjuvante pelo filme futurista "Demolition Man" ("O demolidor") com Sylvester Stallone, e em 1997 voltou a ser indicada por "Speed 2: Cruise Control" ("Velocidade máxima 2"), desta vez junto com Jason Patric.
Apesar das indicações, Bullock nunca ganhou o Framboesa de Ouro. Mas este ano, com um papel na comédia romântica "All About Steve" ("Maluca paixão"), é sem dúvida uma das grandes favoritas.
Massacrado pela crítica
Sandra Bullock ficou conhecida por filmes de ação ou papéis em comédias onde interpreta mulheres ingênuas e simpáticas, e em 2009 se tornou uma das atrizes capazes de atrair mais público aos cinemas: mais de US$ 440 milhões foi o valor arrecadado com "The proposal" ("A proposta") e "The Blind Side" ("Um sonho possível").
Em "Maluca paixão", Bullock foi produtora e protagonista junto com Thomas Haden Church e Bradley Cooper. O filme arrecadou US$ 34 milhões na América do Norte, mas foi massacrado pela crítica.
Uma das críticas menos ácidas dizia que "tudo podia melhorar no filme, modificando-se o roteirista, os personagens e a história".
Se Bullock cumprir a promessa e assistir a premiação para receber o Framboesa de Ouro, seguirá os passos de Halle Berry, vencedora em 2005 por "Catwoman" ("Mulher-Gato").
Triunfos profissionais
A capacidade de Bullock de rir de si mesma não é a única razão para vencer Meryl Streep no Oscar de domingo. Para alguns especialistas em premiações, Bullock merece ser reconhecida neste ano por seus triunfos profissionais em 2009, quando emplacou dois filmes muito rentáveis para Hollywood.
"Isto lembra muito bem que o Oscar nem sempre recompensa o melhor filme ou a melhor atuação do ano. Às vezes, se trata de quem deu o passo, a mudança. E o sentimento é que Sandra deu esse passo", disse o especialista em premiações de Hollywood Tom O'Neil.
"Eu me sinto mais confortável com as críticas que com as bajualções. Os Razzies são uma grande honra", disse Bullock há poucas semanas.
É precisamente este tom franco, pouco comum em Hollywood, que pode lhe dar um Oscar no dia seguinte ao Framboesa de Ouro.
A base para o roteiro do filme "Entre irmãos", que estreia em circuito nacional, lembra uma parábola bíblica: dois irmãos disputam o amor da mesma mulher e a atenção do pai. No entanto, o diretor irlandês Jim Sheridan trabalha num enfoque mais intimista da história, sem buscar uma grandiosidade no conflito desse grupo de personagens. Tal como "O mensageiro", em cartaz no país, "Entre irmãos" tem como pano de fundo — ou ponto de partida para pequenos dramas — a intervenção dos Estados Unidos no Oriente Médio, dessa vez no Afeganistão. Mas, ao contrário de "O mensageiro", que envolve a sociedade como um todo, aqui o foco está na dissolução familiar. "Entre irmãos" é um remake em inglês do filme dinamarquês "Brothers" (2004), de Susanne Bier ("Depois do casamento"), mantendo praticamente intacta a linha narrativa, com pequenas adaptações para adequar-se à realidade norte-americana.Questões políticas
Sheridan ("Meu pé esquerdo", "Terra de sonhos") sempre lidou com assuntos políticos a partir do prisma familiar, como o Exército Republicano Irlandês, o IRA ("Em nome do pai", 1993), e a imigração ilegal para os Estados Unidos ("Terra de sonhos"). Desta vez a trama não se aprofunda nos personagens ou suas motivações, deixando de lado nuances e acumulando ideias e esboços. Sam Cahill (o "Homem-aranha" Tobey Maguire) é o oposto de seu irmão, Tommy (Jake Gyllenhall, de "Zodíaco"). O primeiro é um fuzileiro naval responsável, pai de família e casado com Grace (Natalie Portman, de "Nova York, eu te amo"). Seu irmão é o clichê ambulante da ovelha negra, que acaba de sair da cadeia. As diferenças explodem, mais uma vez, durante o jantar de despedida de Sam, que volta para o Afeganistão, depois de passar uma curta temporada com a família. No Afeganistão, Sam enfrenta as atrocidades da guerra, é capturado e mantido refém pelo Talibã.
Traumas de guerra
Não demora muito para Tommy assumir praticamente todas as funções do irmão e ganhar o coração de Grace. Libertado, Sam volta para casa mais neurótico e atormentado do que nunca e começa a desconfiar da proximidade entre o irmão e sua mulher. Além disso, o oficial precisa também enfrentar os demônios da guerra que o consomem. "Entre irmãos" é um filme que fica contido quando deveria explodir, no momento em que as emoções, dores e amores aprisionados tomam conta dos personagens e eles clamam por tudo aquilo que anseiam. No entanto, poucos personagens exploram sua problemática até o limite. Quando isso acontece, é de forma forçada.
EUA x Iraque
Ao mostrar atrocidades interferindo no melodrama doméstico, Sheridan levanta a discussão sobre a intervenção dos Estados Unidos em países como Afeganistão e Iraque. Mas o retrato que faz dos dois ambientes não traz nada de novo sobre a guerra ou sobre os pequenos dramas que acontecem nas cozinhas, salas e quartos, enquanto os soldados estão no campo de batalha. (Por Alysson Oliveira, do Cineweb) *As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb
Os cinemas belgas anunciaram nesta quinta-feira (5) o fim da ameaça de boicote a "Alice no país das maravilhas", que haviam estipulado pela insatisfação com a data de lançamento do filme em DVD.A estreia do novo longa de Tim Burton estava prevista para 10 de março nos cinemas, e a Disney planeja lançar o DVD em junho. Com isso, não respeitaria o tradicional espaço de quatro meses entre os dois lançamentos.
Em comunicado, a Federação de Cinemas da Bélgica (Fedcin) diz que foi informada pela Disney que a estratégia de comercialização é "excepcional e não será aplicada de forma sistemática".
A modelo e atriz francesa Vanessa Paradis, namorada de Johnny Depp e mãe de seus dois filhos, "ordenou" que ele deixasse as filmagens de "The tourist" (ainda sem título em português), em que fará cenas quentes de amor com Angelina Jolie.De acordo com o jornal "New York Post", as gravações começaram no mês passado, e na terça-feira os atores pareciam se divertir muito no Palazzo Pisani Moretta, em Veneza, enquanto filmavam.
"Depp está tentando sair do filme. Estão tentando substituí-lo por Brad Pitt (que vive com Jolie na vida real) ou Leonardo DiCaprio", disse uma fonte não identificada ao jornal.
Neste thriller romântico da GK Films dirigido por Henckel von Donnersmarck, Jolie interpreta uma agente da Interpol que seduz um turista (Depp) para esquecer um criminoso com quem tinha uma relação.
A fonte do "New York Post" disse que Paradis "descobriu que haveria uma longa e intensa cena de amor" entre Angelina e Depp, com quem vive há 12 anos.
Razões
"Paradis não teve de procurar muito no passado de Jolie para encontrar razões para se preocupar", disse a publicação, que lembra que a atriz e Pitt se conheceram na gravação de "Sr. e Sra. Smith", em 2005, quando o ator ainda era casado com a atriz Jennifer Aniston.
Anos atrás, Jolie entrou na vida de seu hoje ex-marido Billy Bob Thornton quando ele estava com a atriz Laura Dern, lembra o "Post".
Esta semana o italiano "La Stampa" também publicou que Pitt também não gostou muito de ver sua mulher nua em uma cena de sexo com Depp debaixo do chuveiro, perante a presença de dois de seus filhos durante a gravação.
O ator, de 45 anos, queria voltar a trabalhar com Penélope - sua última produção juntos foi "Profissão de risco", de 2001. Sobre o capitão Jack Sparrow, personagem central da trama de "Piratas do Caribe", ele afirma: "É uma parte de mim, adoro ele".
Depp garantiu ter assinado o contrato para participar do quarto filme da série "sem ter lido uma linha do roteiro", mas admitiu que sabia "mais ou menos o que teria que fazer".
Após a estreia de "Piratas do Caribe 3: no fim do mundo" surgiram dúvidas se ele faria parte de uma eventual sequência. Mas a estrela de Hollywood desmentiu qualquer boato e disse ainda que poderá dar suas opiniões na história.
Ainda sem título em português, "Pirates of the Caribbean: on stranger tides" tem estreia prevista para maio de 2011.
Depp explicou que a história "não é tão confusa como as duas anteriores" e celebrou porque poderá dar ao público um filme "divertido e que faz sentido".
Orlando Bloom e Keira Knightley, outros dois protagonistas dos três primeiros filmes da saga, estão fora desta nova produção, e Penélope Cruz fará uma nova personagem. Também é esperado o retorno de Keith Richards, guitarrista do Rolling Stones, novamente no papel de pai do capitão Jack Sparrow - fez uma ponta no terceiro filme.
O filme, que estreia em circuito nacional nesta sexta-feira (5), concorre também nas categorias canção original ("The weary kind") e atriz coadjuvante (Maggie Gyllenhaal).
Antes e depois de cada show, entope-se de bebida e cigarros. Não admira que sua vida pessoal seja triste e conturbada.
Numa de suas paradas, ele conhece Jean (Maggie Gyllenhaal, de "Batman - o cavaleiro das trevas"), uma repórter que deseja entrevistá-lo. Da entrevista, nasce um romance que, apesar do potencial de recuperação que oferece a Blake, encerra inúmeras dificuldades para ambos. Divorciada, Jean tem um filho pequeno de quatro anos e expectativas que parecem pouco adequadas à convivência com alguém com um passivo emocional tão alto e destrutivo quanto Blake.
Interpretando seu papel com naturalidade e segurança, Bridges injeta carisma e algum humor num personagem francamente desagradável, que não inspira simpatia à primeira vista. O ator canta, aliás, com a própria voz, usando suas próprias imperfeições vocais para a caracterização da decadência de Blake.
O irlandês Colin Farrell ("Na mira do fchefe") comparece como Tommy Sweet, um cantor mais jovem que deve sua milionária carreira a Blake e tenta, por todos os meios, reaproximar-se dele e ajudá-lo, depois de uma ruptura mal-resolvida no passado.
O veterano Robert Duvall ("Os donos da noite"), um dos produtores do filme, interpreta um amigo do cantor, dono de um bar, que se torna um apoio fundamental num momento em que ele tenta desesperadamente livrar-se da dependência alcoólica.
Outro produtor do filme é o também músico e compositor T. Bone Burnett, autor da canção original que concorre ao Oscar - em parceria com Ryan Bingham - e também supervisor da trilha sonora country, que tem o tom melancólico que é o próprio retrato do protagonista de "Coração louco".
(Por Neusa Barbosa, do Cineweb)
* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb
O Brasil será o encarregado de inaugurar o evento, que acontecerá na cidade do sul da França entre os dias 19 e 28 de março, com a projeção de "Estômago", de Marcos Jorge.
Metade dos curtas-metragens que concorrerão pelo prêmio "Signis" serão brasileiros, assim como entre os documentários.
"Neste ano, de maneira muito particular, notamos que na (categoria) documentário há um nível muito alto de filmes brasileiros", afirmou o responsável pelos Encontros, Erick González.
No total, cerca de 200 filmes poderão ser vistos no evento, que conta com outras duas seções competitivas.
Videoarte
O Brasil contará com a presença do diretor Bruno Vianna, que exibirá duas propostas de videoarte, "Ressaca" e "Invisíveis".
Outro representante brasileiro será o diretor e jornalista Kléber Mendonça Filho, que terá uma mostra especial com seis curtas-metragens exibidos.
Entre as seções paralelas, os organizadores informaram que duas delas são dedicadas ao México, uma ao cinema contemporâneo e outra em homenagem ao centenário da Revolução, e haverá outra que girará em torno dos duzentos anos das Independências dos países da América Latina.
Segundo o presidente da Associação de Encontros de Cinemas da América Latina de Toulouse (ARCALT), Francis Saint-Dizier, o programa do festival incluirá uma "jornada especial de solidariedade ao Haiti", e poderá ter outra relacionada ao Chile, em função dos fortes terremotos ocorridos recentemente nos dois países.
O ator americano Burt Reynolds, que passou por uma cirurgia no coração para a implantação de cinco pontes coronarianas, recebeu alta do hospital onde esteve internado na Flórida.Reynolds, de 74 anos, que foi indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante em 1997 por "Prazer sem limites" e ganhou o Globo de Ouro por seu papel no filme, deverá se recuperar "rapidamente" em casa, onde conta com atendimento médico "24 horas por dia", informou à rede americana "CNN" o agente do ator, Erik Kritzer.
Segundo ele, Reynolds disse estar "com um ótimo motor e um novo encanamento" e se "sentindo ótimo".
Kritzer também negou que a internação do veterano ator tivesse sido emergencial, garantindo que ela estava programada há mais de um mês.
O filme, que estreia nesta sexta em São Paulo, Rio e capitais do Nordeste, tem os ingredientes comuns aos romances, mesmo abordando um tema mais sério, que é o da manipulação imposta por gurus de autoajuda a pessoas fragilizadas, que fazem qualquer coisa para encontrar a felicidade e superar seus dramas pessoais. Mesmo assim, não se espere um filme pesado, porque o tema é tratado com leveza, sem perder o bom humor.
Burke Ryan (Aaron Eckart, de 'Obrigado por fumar') é um escritor que perdeu a mulher num trágico acidente de automóvel e usa sua experiência para ajudar pessoas em dificuldades de superar traumas do passado. Como acontece nos Estados Unidos, a obra virou best-seller e Burke tornou-se uma celebridade. Ele viaja pelo país para dar workshops e vender seus livros, sempre acompanhado de um empresário que o assessora para encontrar novas oportunidades para faturar.
Mas o que vamos conhecer aos poucos é que Burke é adepto da filosofia "faça o que eu digo, mas não o que faço". Ele consegue eletrizar a plateia com seus conselhos, mas não é capaz de transformar sua própria vida, depois da perda da mulher. Ele sabe que está sendo desonesto e isso o incomoda. Mas, no fundo, ele quer realmente ajudar pessoas necessitadas de conforto.
Encontro casual
Mas quem vai finalmente levá-lo a se olhar no espelho é Eloise Chandler (Jennifer Aniston), dona de uma floricultura que acabou de romper com o namorado mulherengo. Ela tem todos os motivos do mundo para querer distância de aventureiros, quando se esbarram casualmente no hotel onde o escritor está hospedado, na cidade de Seattle, e para o qual ela fornece arranjos de flores.
Superados os desentendimentos iniciais — ingrediente básico das histórias românticas —, eles começam a sair juntos e Burke passa a negligenciar seus compromissos profissionais, para desespero de seu empresário. Mas os problemas ainda não superados por Burke também impedem que o romance com Eloise engrene. Ele busca uma segunda oportunidade para ser feliz, mas a morte da esposa parece um obstáculo intransponível.
Enquanto vê seu novo romance naufragar, Burke se compadece de um homem que perdeu o filho e frequenta um de seus workshops. A história de ambos possui um elemento comum que os torna quase irmãos em matéria de sofrimento. E é a superação desse problema, que angustia os dois perdedores, que mudará a vida de ambos.
(Por Luiz Vita, do Cineweb)
*As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb
Um irritado Jards Macalé vocifera para o cineasta Marco Abujamra (um dos diretores): "Olha que eu posso processar vocês!" O motivo da bronca é que o cantor, músico e compositor carioca não tem certeza de que vai deixar-se retratar pelo filme. Quando o diretor pergunta qual é o seu medo, ele dispara: "O medo de que vocês desconstruam tudo o que construí - minha vida."
E é assim mesmo, bronqueado, irreverente e franco que Macalé vai sendo revelado no filme, um pequeno mapa da identidade deste músico que andou perto do Tropicalismo, mas não foi sócio do clube, esteve em todos os momentos e lugares onde isso era importante - como o show "Opinião", em 1964 - e resistiu à ditadura militar com sua arte. E também dono de uma obra como compositor que é, infelizmente, subavaliada.
Macalé não é um medalhão da música brasileira, assim como Chico Buarque de Holanda, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Gal Costa - e essa é uma injustiça que o filme de Abujamra e João Pimentel, vencedor do Prêmio do Júri do Festival do Rio de 2008, procura reparar.
E assume esta causa sem esbarrar na condescendência que contamina tantos documentários, inclusive os que tem protagonistas dignos de tantos louvores, como é o caso deste.
Macalé aparece possuído de sua peculiar mistura de ira santa contra as mazelas do mundo, combinada a uma ironia peculiar.
Assim, o tijucano Macalé enumera a mistura de influências recebidas em casa, da mãe e da avó que cantavam Vicente Celestino, do pai que tocava acordeon e adorava ópera e também das batucadas de samba ouvidas ao pé dos morros do Rio.
Pelos bares da zona sul
Violonista, ele cruzou seu caminho nos bares da zona sul com Baden Powell. Brigou com Dori Caymmi, ficando sem falar com o cantor por três anos só porque mudou um acorde de sua composição, "Tarde demais". Episódio que hoje os dois lembram rindo.
Não era essa a guerra de Macalé, nem de sua geração, que enfrentou a ditadura. Assim, Macalé junta-se a Bethânia no palco do histórico show "Opinião", ela substituindo Nara Leão, ele, Roberto Nascimento, no violão. Bethânia, aliás, morou alguns meses na casa de Macalé. Uma casa em ebulição onde, como ele lembra, Caetano, Torquato Neto, Capinam e Rogério Duprat discutiram a Tropicália.
Com alguns dos amigos partindo para o exílio, como Gil, Caetano e Chico, Macalé fica no enfrentamento com a censura e o sufocamento político. Nem sempre é compreendido. Em 1969, no Festival Internacional da Canção, é sonoramente vaiada sua composição "Gotham City", parceria com Capinam, cuja letra sobre a existência de "morcegos e abismos na porta principal", traça um evidente paralelo entre no clima dos anos de chumbo e a sombria cidade do herói Batman.
Batalha maior foi vivida em 1973, quando foi chamado a participar, com outros artistas, da comemoração aos 25 anos da Declaração dos Direitos Humanos no Museu de Arte Moderna do Rio. Macalé comparece com seu show "Banquete dos mendigos" - alusão ao álbum dos Rolling Stones, "Beggars' banquet", de 1968. Lida em público a Declaração dos Direitos Humanos, que mencionava tortura e outros temas proibidos pela censura, o museu, cheio de artistas, foi cercado pela polícia.
'Maldito'
Macalé ainda seria preso - por sete horas - depois de um show em Vitória (ES), do qual participou o veterano sambista Moreira da Silva. Uma prisão que teve momentos hilariantes, diante das tentativas de Moreira de livrar a cara do amigo, aproveitando o fato de que tinha fãs entre os policiais.
Se há uma coisa que enfurece Macalé ainda é o rótulo de "maldito", que uma parte da mídia costuma pregar-lhe há décadas. Ele odeia este selo, que costuma ser estendido também a artistas como Jorge Mautner, Luiz Melodia, Tom Zé. Para o músico, isto nada mais é do que uma maldição jogada por gravadoras, contra as quais ele se bateu a vida inteira.
O lado poético e anarquista de Macalé, entretanto, flui a todo momento. Como quando ele fala de seu sonho de ver a palavra "amor" inserida na bandeira brasileira, ao lado de "ordem e progresso". Macalé é assim, esta indissociável mistura entre fúria e paixão.
O ator Joseph Gordon-Levitt, que estrelou a comédia romântica "500 dias com ela", vai substituir o britânico James McAvoy como protagonista de uma comédia sobre um garoto que sofre de câncer.De acordo com informações da revista "Hollywood Reporter", as filmagens devem começar na próxima segunda-feira (8).
McAvoy, que atuou em "Desejo e reparação" e "O último rei da Escócia", afirmou por meio de sua assessoria que teve que deixar o projeto por motivos pessoais.
Ainda sem título oficial, o filme também conta com Seth Rogen, Anna Kendrick, Bryce Dallas Howard, Anjelica Huston e Philip Baker Hall no elenco. A direção ficará a cargo de Jonathan Levine.
O agente de Burt Reynolds afirmou nesta quarta-feira (3) que o ator teve alta de um hospital na Flórida (EUA) após passar por uma cirurgia no coração planejada. Erik Kritzer disse em um comunicado que Reynolds, 74, agendou a operação havia mais de um mês.
Separados há cerca de três anos, a atriz Cameron Diaz e o cantor Justin Timberlake vão viver um casal no cinema, de acordo com informações da revista "Variety". A dupla vai protagonizar a comédia romântica "Bad teacher", que começa a ser rodada ainda este mês.Timberlake foi escalado recentemente para o longa-metragem, que já contava com Diaz, Jason Segel e Lucy Punch no elenco. O filme será dirigido por Jake Kasdan (de "A vida é dura") e produzido por Jimmy Miller (de "Jogos de amor em Las Vegas").
A trama gira em torno de uma professora do ensino fundamental, interpretada por Cameron Diaz, que é abandonada pelo namorado e resolve competir com outra docente pela atenção de um instrutor da escola, vivido pelo cantor. O roteiro é assinado por Lee Eisenberg e Gene Stupnitsky.
Justin Timberlake e Cameron Diaz namoraram por cerca de quatro anos, até o rompimento em 2007. Eles já trabalharam juntos no cinema na dublagem da série de animação "Shrek".
O cineasta Oliver Stone ficou chocado quando visitou novamente o mundo das altas finanças para criar a sequência de seu sucesso de 1987 "Wall Street - poder e cobiça" e descreveu o que está acontecendo ali como "o colapso do capitalismo". "Por que eu retornei? Porque é importante. É o colapso do capitalismo e o colapso de nossa sociedade. É isso mesmo. Nosso modo de vida vai mudar", disse Stone em entrevista à revista "Vanity Fair".
"Fiquei verdadeiramente chocado quando retornei (a Wall Street)", disse o diretor premiado com o Oscar à revista, em entrevista para sua edição de abril.
"Um milhão de dólares se tornara um bilhão. Eles tinham substituído pessoas de conteúdo por pessoas que fazem dinheiro. Os Volcker tinham se tornado os Greenspan da vida", disse Stone.
Entretenimento
Mas o diretor disse que seu primeiro objetivo, como sempre, foi contar uma história que garanta entretenimento. "E contar uma história sobre manipulações financeiras em Wall Street é uma das coisas mais difíceis que existem."
"Wall Street 2", no qual Michael Douglas retorna no papel de Gordon Gekko, corretor de ações que caiu em desgraça por manipular informações privilegiadas sobre o mercado de ações, estreia nos Estados Unidos em 23 de abril e no Brasil em 21 de maio.
Recém-saído da prisão, Gekko quer voltar a atuar na Bolsa. A história acontece em um momento em que a economia global está tropeçando na beira de um desastre.
O astro de "Transformers" Shia LaBeouf, 23 anos, faz o papel de analista de empresas de energia alternativa em duas firmas de Wall Street — uma delas inspirada no banco de investimentos Goldman Sachs e outra em sua rival falida Bear Stearns.
Incentivo
Oliver Stone contou que seu falecido pai, que trabalhava para uma corretora de ações, o incentivou anos atrás a trabalhar em Wall Street.
"Mas eu era péssimo em matemática", disse Stone, acrescentando: "Tentei muito entender o que aconteceu com a Enron. Li três livros. Não entendi nada".
Tim Burton e o diretor de "O procurado", Timur Bekmambetov, estão se juntando para levar o novo romance "Abraham Lincoln: caçador de vampiros" às telas de cinema.O livro, escrito por Seth Grahame-Smith, foi publicado nesta terça-feira (3) pela editora Grand Central Publishing.
Não é certo que Burton e Bekmambetov irão dirigir o filme, mas serão os produtores da adaptação de Jim Lemley. O trio colaborou pela primeira vez na produção da fantasia em animação "9" com a Focus Features, lançada no ano passado.
Grahame-Smith, que uniu zumbis e Jane Austen no romance best-seller "Orgulho e preconceito e zumbis", irá escrever o roteiro.
"Lincoln" recria um dos grandes presidentes dos EUA como um assassino vampiro altamente treinado, lançador de machados, que promete dar um novo contexto aos eventos históricos como a Guerra de Secessão e a ascensão de Lincoln até a Casa Branca.
A história começa com o assassinato de sua mãe quando ele era criança e sua promessa de vingança.
Burton retorna aos cinemas nesta sexta-feira (5) com "Alice no País das Maravilhas
Um sargento do Exército dos EUA abriu um processo contra os produtores de "Guerra ao terror" na última terça-feira (2), alegando que o protagonista do filme, indicado a vários Oscars, foi inspirado nele.
Jeffrey S. Sarver acredita que o roteirista Mark Boal baseou "virtualmente todas as situações" da obra em fatos que o envolvem, e alega ter cunhado o termo que dá nome ao filme em inglês, "the hurt locker" (algo como "o armário da dor"), segundo nota do advogado Geoffrey Fieger, de Southland, Michigan, que representa o militar.
Uma entrevista coletiva foi convocada para esta quarta (3) no escritório de Fieger, quando haverá mais detalhes sobre a ação que os advogados chamam de "multimilionária".
'Relato fictício'
A distribuidora do filme, a Summit Entertainment, divulgou nota também na terça-feira reiterando que se trata de um "relato fictício" sobre soldados na guerra do Iraque.
"Não temos dúvida de que o sargento Sarver serviu ao seu país com honra e compromisso, arriscando sua vida por um bem maior, mas distribuímos o filme baseado em um roteiro ficcional escrito por Mark Boal", disse a Summit.
Como jornalista, Boal acompanhou no Iraque um esquadrão que desmontava bombas, e escreveu um conto sobre eles para a revista Playboy. Ao transformar o conto em roteiro, focou em um soldado específico, Will James.
Sarver afirma que Boal acompanhava a sua unidade e que ele é o verdadeiro James. Diz que o apelido do protagonista no filme, "blaster one" ("destruidor 1") era o seu nome-código no Iraque.
Punição
O filme maravilhou a crítica e recebeu nove indicações para o Oscar. É um dos favoritos a receber o prêmio de melhor filme na cerimônia do dia 7.
Este é o segundo problema recente para "Guerra ao terror." Na terça, dia em que a votação do Oscar terminou, os organizadores anunciaram que o produtor Nicolas Chartier será proibido de assistir à cerimônia, como punição por ter enviado um email a membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas pedindo votos para o filme.
A esperada adaptação de Tim Burton para "Alice no país das maravilhas" chega aos cinemas brasileiros dia 23 de abril, mas os internautas já podem ter uma ideia do que vem por aí.
A cena, dublada em português, revela o encontro entre a protagonista Alice, vivida pela novata Mia Wasikowska, e o Gato Risonho, criado em animação e interpretado pelo britânico Stephen Fry na versão original. A produção da Disney, que chegará às telas com cópias em 3D, também terá Johnny Depp, como o Chapeleiro Louco, Anne Hathaway, como a Rainha Branca, e Helena Bonham Carter, como a Rainha de Copas.
Cameron comentou que a segunda parte do blockbuster não deve ser chamar "Avatar 2", mas sim "Na'vi", nome dos habitantes do mundo criado pelo cineasta.
Responsável por filmes como "Titanic", "Aliens" e "Exterminador do futuro", ele assegurou que faz questão de dirigir a sequência, embora deixe aberta a possibilidade para que outro diretor tome as rédeas do projeto, que deve ter ainda mais um capítulo completando a trilogia.
Além da sequência, esse ano Cameron ainda deve escrever um livro que servirá de precursor a "Avatar". Nele, o diretor planeja contar os fatos que antecederam a história contada no filme.
De acordo com dados do site Filme B, o longa-metragem de Chris Columbus atraiu cerca de 188 mil espectadores entre sexta (26) e domingo (28) e já acumula 1,2 milhão de ingressos vendidos no país.
A comédia "Simplesmente complicado", com Meryl Streep e Alec Baldwin, estreou no circuito nacional em segundo lugar, com público de 160 mil.
Ainda entre as estreias mais recentes, o relançamento em 3D de "Toy Story" ficou em quinto lugar no ranking, com cerca de 70 mil espectadores, e a produção argentina "O segredo dos seus olhos", em décimo, com 21 mil.
Confira abaixo o ranking das bilheterias brasileiras.
1."Percy Jackson e o ladrão de raios"
2. "Simplesmente complicado"
3. "Avatar"
4. "Idas e vindas do amor"
5. "Toy Story 1 3D"
6. "O lobisomem"
7. "Um olhar do paraíso"
8. "Alvin e os esquilos 2"
9. "Premonição 4"
10. "O segredo dos seus olhos"




























